terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O que você faria se pudesse mandar hoje uma carta destinada a você mesmo no passado?

O que você faria se pudesse mandar hoje uma carta destinada a você mesmo no passado? Esta questão foi proposta a alguns artistas em 2009, para compor um livro com o objetivo de arrecadar fundos para a Elton John AIDS Foundation. A obra recebeu o nome de Dear Me: A Letter to My Sixteen-Year-Old Self; reuniu entre outras as cartas de Emma Thompson, Danny Wallace, Patsy Kensit e do próprio Elton John.  A mensagem escrita por Debbie Harry, vocalista e líder da banda new wave Blondie, foi a seguinte:

Cara Debbie, Moon, Debeel, ou Deb,
Só porque você tem um monte de nomes diferentes, e talvez sinta que existem várias de você, não fique confusa. Dê algum tempo para si mesma e todas as idéias e as possibilidades que estes nomes evocam se tornarão claras. As peças do quebra-cabeças vão se revelar; tudo que você tem a fazer é descobrir o que a faz mais feliz e isso muitas vezes vai ser a parte mais fácil. É uma coisa notável por si mesma. Porque o mais óbvio é muitas vezes a melhor escolha e pode levar a algo maravilhoso e gratificante.
(...) saiba que terá a satisfação duradoura, pelo resto da vida, de ter dado aquele salto.
Em palavras mais simples, vá em frente, menina. "Nada a temer senão o próprio medo" é um ditado antigo, mas se ele ajuda a dar um salto adiante e se é a única coisa que você tem, saiba que haverá a satisfação duradoura, pelo resto da vida, de ter dado aquele salto.
Possuir a coragem de suas convicções e a força dentro de si para fazer qualquer coisa será seu bem mais precioso e garantirá seu futuro mesmo quando as coisas ficarem difíceis. Elas vão ficar difíceis e vão ficar fáceis; e, quando você olhar para trás, sempre vai se lembrar melhor daqueles momentos que foram os mais duros.
Sonhos tornam-se realidade. Continue sonhando,
Com amor, D."

De Pai para Filha ( Uma carta sobre sua Vida )

Scott Fitzgerald, 1933
Scott Fitzgerald foi o conhecido autor dos livros O Grande Gatsby e Suave É a Noite. Ele e sua esposa Zelda viveram em Paris nos anos 20, época de grande efervescência intelectual e diversão. Tiveram uma filha, chamada Frances; em 1933 ela tinha 11 anos e recebeu do pai uma carta com conselhos sobre questões com que deveria ou não se preocupar ao longo de sua vida.

"Coisas com que se preocupar:
Preocupe-se com coragem
Preocupe-se com limpeza
Preocupe-se com eficiência
Preocupe-se com equitação
Preocupe-se com …

 

Coisas com que não se preocupar:
Não se preocupe com a opinião dos outros
Não se preocupe com bonecas
Não se preocupe com o passado
Não se preocupe com o futuro
Não se preocupe em crescer
Não se preocupe com quem está à sua frente
Não se preocupe com o sucesso
Não se preocupe com o fracasso, a menos que ele aconteça por sua própria culpa
Não se preocupe com mosquitos
Não se preocupe com moscas
Não se preocupe com insetos em geral
Não se preocupe com os pais
Não se preocupe com os meninos
Não se preocupe com decepções
Não se preocupe com prazeres
Não se preocupe com satisfações

Coisas para pensar:
Qual é realmente o meu objetivo?
Quão boa eu sou em comparação aos meus contemporâneos com relação a:
(a) Estudos
(b) Eu realmente entendo as pessoas e sou capaz de me relacionar com elas?
(c) Estou tentando transformar meu corpo num instrumento útil ou o estou negligenciando?

Com muito amor,
Papai

sábado, 31 de outubro de 2015

O que muitos sonham

Sentado olhando para rua, vejo pessoas apressadas, parecendo sem rumo, os carros passam , ouço vozes ao longe. Porque vivem assim , como marionetes , manipulados com os que todos fazem.
Serie essa nossa missão??
Nascer, trabalhar, crescer, reproduzir e morrer....
Vivemos monitorados e guiados pelo escravo do relógio em nossas mentes, indicando oque temos e devemos fazer, esquecendo ao menos para um momento e refletir sobre a vida.
Oque muitos sonham está dentro da essência humana, um sonho simples em meio a cidade....Sonhar em morar em uma casinha simples, com uma cadeira de balanço, de vista para o mar ou pode ser uma lagoa, que tal para de frente para uma bela natureza.
Sentir a Paz e tranquilidade do dia e da noite, sereno no olhar um cheirinho de café fresco, saindo do fogo a lenha , um nascer de sol tímido pela manhã, os cantares dos pássaros. Um clarear que te convida para um bom dia...
É O QUE MUITOS SONHAM, MAS POUCOS ESTÃO VIVENDO ISSO...
SERIA ISSO UM SINÔNIMO DE FELICIDADE???

Guilherme de Bem 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

10 coisas para conversar para conhecer um ao outro novamente

  • Podem se passar mais de dez anos de relacionamento, mas todos os dias estamos aprendendo e conhecendo melhor o outro.
    Não somos perfeitos e sabemos que existem muitos aspectos nos quais temos muito o que melhorar. O diálogo proporciona isso, um maior entendimento sobre o pensamento, ideias e desejo do outro.
    Uma boa conversa abre portas que estão trancadas, ajuda na comunicação honesta, faz-nos compreender melhor o outro, suas dificuldades e sonhos, além de unir ainda mais o elo do relacionamento. Existem perguntas importantes para serem feitas num bom diálogo, de modo que haja mais interação emocional do casal. Darei 10 dicas do que conversar para melhorar o relacionamento, trazer mais paz e união.
  • Resistência

    . Se inicialmente houver alguma resistência para se estabelecer uma boa comunicação, use a criatividade, informe ao cônjuge que existe um jogo de perguntas e respostas, que muitos casais estão fazendo e que você quer fazer para ajudar no relacionamento. Você pode pegar uma caixa de sapato e decorar, para ficar mais interessante, pinte, cole adesivos ou enrole com papel de presente, deixando a tampa livre para retirar as perguntas. Você pode colocar as dez perguntas separadas e dobradas. Cada um puxará um papel e ambos terão que responder. De preferência, façam isso sentados um de frente ao outro, num lugar tranquilo, sem a interrupção dos filhos ou netos. Use um sistema de brindes, como os bombons que seu cônjuge mais gosta. Para cada resposta positiva um dá o chocolate ao outro, para cada resposta negativa, haverá dois minutos para escrever em uma folha separada maneiras de se melhorar aquele aspecto.
  • 1. O que você mais gosta e menos gosta em mim?

    Essa pergunta é muito importante. Se estiver casada durante anos e o cônjuge não for daqueles que têm facilidade de dar demonstrações de carinho, essa pergunta ajudará quem ouve a resposta a entender no que é apreciado, e ajudará o outro a expor suas ideias de forma mais aberta. Da mesma forma que as perguntas positivas ajudam, as negativas, também, proporcionam um maior entendimento entre o casal, onde poderão trabalhar juntos as imperfeições.
  • 2. O que você gostaria de fazer para passarmos mais tempo juntos?

    Essa pergunta ajudará o casal a fazer um planejamento de atividades e passeios para aproveitarem a dois.
  • 3. Para você, qual foi o momento mais especial pelo qual passamos juntos e por quê?

    Essa pergunta ajudará ambos a saberem o que houve de mais especial na vida deles, o motivo de ser especial, e o que podem fazer para repetir esse momento novamente.
  • 4. Para você, qual foi o momento mais difícil pelo qual passamos juntos?

    Saber sobre o que o outro sentiu em uma situação difícil ou dolorosa, também, proporcionará uma ligação, fazendo com que o casal observe o outro e suas dores pessoais. E ambos poderão apoiar-se mutuamente.
  • 5. O que você acha que eu preciso melhora e por quê?

    Existem aspectos em nossa personalidade que necessitam ser melhorados ou aprimorados. O outro sempre tem uma visão maior sobre as influências e consequências de nossas atitudes. Às vezes, achamos que estamos com a razão, quando essa não é a realidade. Atitudes negativas podem ser trabalhadas, tornando-se positivas. Você pode dizer que o outro precisa ser menos nervoso ou inquieto para poder aproveitar melhor a vida, evitando um problema de saúde. Nesse caso, estudem juntos técnicas de relaxamento como respiração, contar até trinta ou fazer atividades como ioga, meditação, atividade física ou estudo das escrituras.
  • 6. Como você se sente em relação aos meus pais ou à minha família?

    Essa pergunta é importante, porque, como casal, vocês acabam por fazer parte um da família do outro. Se existir algum problema em questão, essa é uma ótima hora para conversar calmamente, com harmonia e propor soluções. Se houver muitas implicações de uma das partes da família em relação ao cônjuge do filho, esse é um bom momento para o filho ou filha tomar a iniciativa de conversar com os pais para haver mais harmonia, paz e tranquilidade entre todos.
  • 7. Existe alguma coisa em casa que não lhe agrada?

    Essa pergunta auxiliará vocês a melhorarem o ambiente do lar.
  • 8. O que posso fazer para que você se sinta mais amada e respeitada?

    Demonstrações de afeto e carinho são muito importantes no casamento.
  • 9. Que atributo você gostaria que eu desenvolvesse ou melhorasse?

    Reflita com o seu cônjuge sobre o que vocês precisam melhorar.
    10. Você está feliz e satisfeito com o nosso relacionamento? Se não, o que podemos fazer para mudar?
    Vocês podem criar outras perguntas e colocarem dentro da caixa e repetir essa atividade de tempo em tempo ou sempre que acharem necessário. Lembre-se de que as recompensas são um estímulo para continuarem com as boas atitudes, você pode variar nesse sistema, para não ficar apenas nos chocolates, pode comprar um belo presente (mesmo sem ocasião específica) e presentear seu cônjuge no fim das perguntas, como demonstração de afeto, respeito, carinho e atenção.
  • ( Via Famlia.com )

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Nossa vida se passa no tempo,que corre, que desliza como água por entre nossos dedos.

Frei Almir Ribeiro Guimarães
Tudo passa. Há, é verdade, tempo para tudo. Urgente, no entanto, viver intensamente o momento presente. Há o tempo do trabalho e do descanso. Não se haverá de exagerar nem no descanso, nem no trabalho. Descansar demais pode querer dizer indolência e preguiça e trabalhar demais leva ao estresse e ao desequilíbrio interior.
Há o tempo de embalar a criança no berço, de cantar cantigas de ninar e há o tempo de comprar peras d’água e torradas para o avô que foi operado do estômago.
Há o tempo de arrumar bolsas e sacolas com tudo o que for necessário para passar uns dias na praia. Há o tempo de ficar em casa para que os filhos estudem as lições que foram sendo deixadas de lado.
Há o tempo de se ficar em silêncio lendo um salmo no canto da sala e o tempo de remexer a terra no quintal e mudar a terra dos vasos de gerânios.
Há o tempo de trabalhar, de lutar, de fazer horas extras e pensar em economias.
Há o tempo de parar, tempo de rezar, de ouvir mais atentamente a voz do Senhor, tempo de jogar-se em seus braços. Há o tempo de pintar a casa, de limpar o quintal de fazer o bolo de nozes que todos apreciam e o tempo de parar, sentar, tomar um copo de água fresca. Há o tempo de nascer, crescer, perder os dentes de leite, de rir, de chorar, de namorar, de casar, de colocar um filho no mundo. Há o tempo de permanecer no centro da cena, de dar ordens e o tempo de retirar-se do palco, de esvaziar as gavetas.
Há o tempo de correr, de caminhar livre e apressadamente pelos caminhos dos parques e o tempo de andar devagar, bem devagar, com a ajuda de uma bengala.
É sempre tempo de amar, de levar em conta as pessoas que convivem conosco, em nossa casa, em nosso trabalho, em nossa comunidade de vida.
Para que alimentar ressentimentos? De que servem essas disputas tão tolas?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

9 DIFERENÇAS DE RELAÇÕES AMOROSAS MADURAS E IMATURAS

  • Não é a idade que nos torna maduros; até arrisco em afirmar que também não são as experiências que vivemos que nos tornam em adultos maduros. Conheço crianças e jovens que são bem maduros para a idade que têm; por outro lado, conheço adultos que já passaram por muitas experiências e são muito imaturos nas duas decisões e atitudes em relação à vida. A maturidade é algo que está ligado às nossas escolhas e à intenção com que fazemos cada uma das escolhas.
    No amor, as relações também podem ser maduras ou imaturas e as diferenças podem ser enormes. Casais maduros olham o amor como algo que pode durar para sempre. Casais maduros não olham o amor como algo doloroso, mas sim, olham com uma paz de espírito que os faz dar o seu melhor a cada dia. Vamos ver algumas dessas diferenças:
  • 1. Relações imaturas fazem perguntas; relações maduras respondem a perguntas

    As relações imaturas são baseadas na dúvida: "ele me ama?", "ela me estará traindo?", "esse namoro vai durar mais de uns meses?". Estas perguntas apenas causam dúvida e a dúvida leva a uma diminuição na confiança e ao ciúme exagerado.
    Casais maduros não precisam fazer esse tipo de perguntas – eles sabem as respostas. Numa relação madura existe a confiança e um amor que é a resposta maior a qualquer pergunta – "eu sei que ele/ela me ama".
  • 2. Relações imaturas deixam-nos a desejar por algo; relações maduras nos dão o que precisamos

    Nas relações imaturas existe um vazio, algo que falta, mas que não se sabe bem o que é e onde encontrar. Mesmo quando o casal está junto sentem que falta algo – e é apenas uma sensação que nenhuma das partes fala. Para tentar preencher esse vazio o casal tenta as mais variadas coisas como aumentar a intimidade física ou até tentar preencher esse vazio com presentes, viagens, jantares caros.
    Nas relações maduras esse vazio não existe. O amor que sentem um pelo outro preenche qualquer vazio e mesmo que os dois estejam em silêncio apenas olhando nos olhos um do outro, não irá faltar nada. O amor que sentem é o suficiente para os preencher.
  • 3. Relações imaturas focam no completar; relações maduras focam na complementaridade

    Existe aquela ideia de que nós vamos encontrar "a nossa metade", como se nós estivéssemos incompletos e a outra pessoa nos irá completar em tudo o que nos falta. Relações imaturas são baseadas nesse conceito, pois tentam ser um procurando o que lhes falta e dificilmente encontram.
    Nas relações maduras o que acontece não é isso; existe a noção de que nós temos fraquezas, mas também temos virtudes. Eles serão um na harmonia das suas fraquezas e virtudes, no propósito de tornar duas pessoas imperfeitas em pessoas melhores a cada dia que passa, e farão isso unidas.
  • 4. Relações imaturas perdem ânimo; relações maduras tornam-se mais fortes com o tempo

    O amor pode ser visto como uma fogueira: um casal imaturo irá usar o calor dessa fogueira até ele terminar e, quando o fogo se apaga, eles se separam e procuram por outra fogueira para se aquecerem.
    Um casal maduro irá fazer diferente; eles irão usar o calor da fogueira, mas sabem que o fogo irá eventualmente apagar se nada for feito, por isso eles saem à procura de mais madeira para manter a chama forte; eles abanam o ar para alimentar o fogo e cuidam da madeira para que o fogo não fique abafado e sem ar. Um amor tem de ser cuidado e, fazendo isso da melhor forma e a dois, ele irá ficar mais forte à medida que o tempo passa.
  • 5. Nas relações imaturas discute-se por mensagens de texto; nas relações maduras as discussões são sempre cara a cara

    Nos dias de hoje, com as redes sociais, com as mensagens de texto e até com ose-mails, uma pessoa fica surpreendida sempre que ouve uma voz humana. Quando o casal discute cara a cara é possível entender que por trás de cada palavra está um gesto, uma expressão e um sentimento. Nós podemos olhar nos olhos e ver o que realmente a outra pessoa sente.
    Um casal maduro discute e luta pelo seu futuro como casal, enquanto um casal imaturo irá esconder-se por detrás da tela do celular e chamarão a isso uma relação.
  • 6. Relações imaturas servem para encontrar a nós próprios; nas relações maduras nós já sabemos quem somos

    As relações não devem ser vistas como um meio para atingir um fim, isto é, não podemos entrar numa relação para resolver todas as nossas fraquezas e para conhecer as nossas virtudes. Esse tipo de pensamento cria uma pressão enorme na pessoa que amamos.
    Uma pessoa madura já usou os anos da sua vida de "solteiro" para descobrir quem é – as suas virtudes e fraquezas. Uma pessoa madura tenta, a cada dia, ser melhor e resolver o que não é bom, ela sabe que a pessoa que ama está lá para a apoiar e que a ama pela pessoa que é.
  • 7. Relações imaturas julgam o seu passado; relações maduras aceitam o seu passado

    Todos nós temos um passado. Uma pessoa imatura irá julgar-nos pelo nosso passado e até poderá usá-lo como arma numa hora instável da relação (como para justificar desconfiança, por exemplo).
    Numa relação madura existe a aceitação de que todos temos um passado e que o que é importante é a pessoa que somos hoje.
  • 8. Nas relações imaturas existe a ameaça de terceiros; nas relações maduras aceita-se conhecer novas pessoas

    Na nossa vida existirão sempre pessoas novas a conhecer e até pessoas do nosso passado que pensávamos esquecidas.
    Nas relações maduras essas pessoas novas não serão uma ameaça para a relação, nem mesmo ex-namorados/as serão um problema porque existe uma forte confiança no amor que sentem. Nas relações imaturas o ciúme estará fora de controle.
  • 9. Relações imaturas vivem segundo um plano preconcebido; as relações maduras permitem que o amor flua

    Não existe um tempo certo para casar, um tempo certo para se ter um filho. Quando se ama nós devemos permitir que a relação flua sem resistência e pressões. Pressionar um casamento, por exemplo, pode fazer com que um casal, ainda sem fortes alicerces, seja forçado a fazer um compromisso para o qual ainda não está preparado para viver. Tudo tem o seu tempo.
    "O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira." – Friedrich Nietzsche
  • VIA FAMILÍA.COM

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Conceito de amor por Santo Agostinho

Quando se ama, se conhece, pois amor é conhecimento. É conhecimento de si mesmo, pois o outro é um reflexo do nosso eu e também conhecimento do outro que se traduz em abertura. Portanto, o amor é conhecimento de si mesmo e do outro e só é possível devido ao caráter da retrospectividade.

A retrospectividade é a capacidade de se lançar sempre no ponto de partida, retomando-o a cada instante e dando-lhe significado, atualizando-o na perspectiva de um olhar para o futuro, pois quem ama sente a nostalgia do passado, frui do presente e se lança para além da nostalgia, gozando do presente, vislumbrando a esperança do para sempre que supera todos os tempos. Assim, somente através da retrospectividade é possível escolher o bem, amar o outro e conseqüentemente fazer a experiência da “anima appetitus” que busca o mais profundo do ser. Logo, para irmos até ao encontro do outro é necessário conhecer. Por isso, ninguém ama aquilo que não conhece. Primeiro busca-se conhecer o desconhecido, desvendá-lo e em seguida fazer parte do seu universo. Aquilo que é desconhecido sempre provoca medo e é a partir da superação do medo, pelo conhecimento do ser desconhecido que se começa a amar. “Assim, a realização do amor é a ausência de medo”30, isto é, o amor torna-se o elã relacional, pois o outro já não se torna ameaça porque houve o fatal encontro do olhar profundo da e na alma, que permite ao homem a descoberta e realização antropológicas que implicam conhecimento de si e do outro. Ao mesmo instante que o amor é conhecimento, torna-se amor ao conhecimento, pois quando se ama quer-se conhecer cada vez mais o ser amado. É um desejo que se torna cada vez mais intransponível, que se evidencia pela busca do outro e o encontro de si mesmo presente no outro. “O amor não só não perde nada, mas é acrescido em elevadíssimo grau, pois, ao ver aquela beleza singular e verdadeira e o amará, ainda mais. E não poderá permanecer nessa felicíssima visão senão fixando os olhos com grande amor e não desviando jamais o olhar. Amor Segundo Agostinho